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Fazenda São Bernardino
A Fazenda São Bernardino fica entre a Vila de Cava e Tinguá, às margens da RJ-111, a estrada Zumbi dos Palmares, também chamada de Rodovia Federal, da antiga propriedade, restam as ruínas de sua sede construída no século XIX. É um belíssimo exemplar em estilo neoclássico do século 19. Foi inaugurada em 1875 pelo português Bernardino José de Souza e Melo. Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1951, tinha cavalariças, garagem para carruagens, senzalas, habitações para escravos e engenhos de cana e mandioca. O parecer de tombamento foi assinado por Carlos Drummond de Andrade, que à época trabalhava no Iphan. Originalmente, a Fazenda São Bernardino foi fruto da junção de várias fazendas adquiridas por Bernardino José de Sousa e Melo na região da Vila de Iguaçu (atual Nova Iguaçu), entre eles estão as terras da firma Soares & Melo e o sítio Bananal, adquiridas respectivamente nos anos 1861 e 1862. Acredita-se que a sede da fazenda tenha sido planejada em 1862 e inaugurada em 1875, como constava na antiga placa fixada na fachada do prédio. Durante essa época, a fazenda era servida pela extinta Estrada de Ferro Rio D’Ouro na qual havia um ponto parada à sua frente. Chegou a produzir café, açúcar, aguardente e farinha de mandioca, além de extrair madeira e exportar carvão. Em janeiro de 1940, o prefeito de Nova Iguaçu Ricardo Xavier da Silveira encaminhou para o IPHAN uma solicitação de tombamento da fazenda em razão do aniversário do município. Teve seu tombamento definitivo decretado no dia 26 de fevereiro de 1951. Em julho de 1965, o historiador Waldick Pereira, do Instituto Histórico e Geográfico De Nova Iguaçu, visitou a Fazenda São Bernardino e fez um levantamento do seu estado de conservação, concluindo que restavam poucas peças originais de época, pois vinha sofrendo constantes roubos, inclusive realizados por um de seus donos, Giácomo Gavazzi, que saqueou e vendeu quase tudo que havia no local. No mesmo ano, os arquitetos Alexander Nikolaeff e Fernando Abreu, do Instituto Dos Arquitetos do Brasil emitiram um relatório descritivo das edificações.
