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Cemitério da antiga vila de Nossa Senhora da Piedade de Iguaçu
O antigo e famoso Cemitério dos Escravos em Tinguá ou Iguaçu Velho que foi erguido por escravos no século XVIII e durante muitos anos, serviu para enterrar escravos, indigentes e homens brancos que fossem protestantes no antigo centro da Vila Iguaçu, fica nas proximidades das ruinas da Igreja de Nossa Senhora da Piedade (da qual só restou a torre sineira), este cemitério é vizinho ao antigo Cemitério de Nossa Senhora do Rosário usado para enterrar os "homens brancos". Popularmente conhecido como cemitério dos escravos, situa-se no cume de uma elevação próxima e antes servia para enterrar escravos, indigentes e homens brancos que fossem protestantes. No Brasil colonial os cemitérios eram utilizados para enterrar escravos e indigentes, muitas vezes em valas comuns. Surgiram no início do século XIX alguns cemitérios específicos para protestantes, porque esses eram proibidos de serem sepultados nas igrejas. Um exemplo, ainda em atividade, é o Cemitério dos Ingleses no Gamboa, centro do RJ. Católicos ricos nunca eram enterrados, eram sepultados dentro de tumbas (nichos) nas paredes ou em sepulturas sob o piso das igrejas que eram administradas pela irmandade religiosa a que o defunto pertencia. Um Decreto do Governo proibiu a partir de 1840 que quaisquer sepultamentos fossem realizados dentro de igrejas. Por isso foram criados os primeiros cemitérios para atender as elites, antes sepultadas nas igrejas, surgindo assim os "campos santos" localizados ao fundo ou na lateral de cada igreja. No caso da freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu, já havia um cemitério de escravos na colina de um morro (ainda em atividade), sendo construído um cemitério (campo santo) para os católicos ricos ao lado da igreja matriz. O cemitério Nossa Senhora da Piedade foi desativado, mas o cemitério dos escravos segue em funcionamento. O parque histórico é aberto à visitação.
